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domingo, 30 de março de 2014

Alienação Parental


Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner [3] em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. 

Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.

O Genitor alienante:
  • Exclui o outro genitor da vida dos filhos 
  • Não comunica ao outro genitor fatos importantes relacionados à vida dos filhos (escola, médico, comemorações, etc.). 
  • Toma decisões importantes sobre a vida dos filhos, sem prévia consulta ao outro cônjuge (por exemplo: escolha ou mudança de escola, de pediatra, etc.). 
  • Transmite seu desagrado diante da manifestação de contentamento externada pela criança em estar com o outro genitor. 
  • Interfere nas visitas 
  • Controla excessivamente os horários de visita. 
  • Organiza diversas atividades para o dia de visitas, de modo a torná-las desinteressantes ou mesmo inibi-la. 
  • Não permite que a criança esteja com o genitor alienado em ocasiões outras que não aquelas prévia e expressamente estipuladas. 
  • Ataca a relação entre filho e o outro genitor 
  • Recorda à criança, com insistência, motivos ou fatos ocorridos que levem ao estranhamento com o outro genitor. 
  • Obriga a criança a optar entre a mãe ou o pai, fazendo-a tomar partido no conflito. 
  • Transforma a criança em espiã da vida do ex-cônjuge. 
  • Quebra, esconde ou cuida mal dos presentes que o genitor alienado dá ao filho. 
  • Sugere à criança que o outro genitor é pessoa perigosa. 
  • Denigre a imagem do outro genitor 
  • Faz comentários desairosos sobre presentes ou roupas compradas pelo outro genitor ou mesmo sobre o gênero do lazer que ele oferece ao filho. 
  • Critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge. 
  • Emite falsas acusações de abuso sexual, uso de drogas e álcool. 
  • Apresenta um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado e sua família. 
  • Se recusa a dar atenção, visitar, ou se comunicar com o outro genitor. 
  • Guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são inconsequentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade. 
 
Tenha Atitude Como pai/mãe 
Busque compreender seu filho e proteja-o de discussões ou situações tensas com o outro genitor. 
Busque auxílio psicológico e jurídico para tratar o problema. Não espere que uma situação de SAP desapareça sozinha. 

A alienação parental pode acarretar graves distúrbios psicossociais as crianças e adolescentes, jovens com apenas um dos pais são três vezes mais propensos a problemas comportamentais comparados aos que tem pai e mãe presentes.

Em linhas gerais, a alienação parental nada mais é do que um abuso moral, uma agressão emocional dirigida contra o menor, por um dos genitores, interferindo na formação psicológica da criança ou adolescente para que ela repudie o outro genitor, ou então com o fim de causar danos à manutenção de laços afetivos, despertando fortes sentimentos negativos para com este, que acabam por gerar distúrbios psicológicos no menor, afetando-o para o resto da vida.

Hodiernamente, a alienação parental é também chamada pela doutrina como “Implantação de Falsas Memórias”, pois incute uma imagem destrutiva do ex-cônjuge, causa ao menor danos psíquicos irreversíveis, com consequências nefastas.

Ademais, essa síndrome já é conhecida como uma espécie de bullying, “Bullying Familiar”, que nada mais é do que um comportamento agressivo e negativo, executado de forma repetida, em relacionamentos onde há desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. E é justamente no ambiente escolar e familiar que isso ocorre, onde há pessoas que se encontram em plena formação moral e intelectual.

A lei: 
A lei prevê medidas que vão desde o acompanhamento psicológico até a aplicação de multa, ou mesmo a perda da guarda da criança a pais que estiverem alienando os filhos. A Lei da Alienação Parental, 12.318 foi sancionada no dia 26 de agosto de 2010.
Leia na íntegra a LEI DA ALIENAÇÃO PARENTAL.
 
Busque e Divulgue Informações
A síndrome da alienação parental é um tema bastante discutido internacionalmente e, atualmente, no Brasil também é possível encontrar vários sites sobre o assunto [Sites Sobre SAP], bem como livros [Livros] e textos [Textos sobre SAP]. 

Lembre-se
A informação sobre a SAP é muito importante para garantir às crianças e adolescentes o direito ao desenvolvimento saudável, ao convívio familiar e a participação de ambos os genitores em sua vida. 
A Alienação Parental não é um problema somente dos genitores separados. É um problema social, que, silenciosamente, traz conseqüências nefastas para as gerações futuras. 

Minhas considerações: É muito mais saudável para os menores conviver com ambos, pai e mãe, é necessário muito amor para deixar os conflitos dos adultos de lado e pensar no bem estar do menor, que na minha opinião é o mais importante. É pelos filhos que lutamos, e fazemos tudo para que eles cresçam felizes. Não tumultue a cabeça das crianças por frustrações do ex relacionamento conjugal. Ninguém precisa ser amigo inseparável, mais conviver com verdade e harmonia é fundamental para criar adultos psicologicamentes saudáveis no futuro!!!!

Pai e Mãe, os filhos precisam de ambos! 
 
Referências

[1] CLAWA, S.S.; RIVIN, B.V. Children Held Hostage: Dealing with Programmed and Brainwashed Children. Chicago, American Bar Association, 1991. 
[2] Dados da organização SplitnTwo [www.splitntwo.org].
[3] Gardner R. Parental Alienation Syndrome vs. Parental Alienation: Which Diagnosis Should Evaluators Use in Child-Custody Disputes?. American Journal of Family Therapy. March 2002;30(2):93-115.
[4] ALMEIDA JÚNIOR, Jesualdo Eduardo de. Comentários à lei da alienação parental (Lei nº 12.318/2010). Jus Navigandi, Teresina, ano 15, n. 2625, 8 set. 2010. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2011.

[5] SEGUNDO, Luiz Carlos Furquim Vieira. Síndrome da Alienação Parental: O Bullying nas Relações Familiares. Disponível em http://www.lfg.com.br - 25 de outubro de 2009.

[6] CALHAU, Lélio Braga. Bullying: o que você precisa saber. Rio de Janeiro: Impetus, 2009.

BARROS, Guilherme Freire de Melo. Leis Especiais para Concursos - V.2 - ECA - 4ª – Ed. Juspodivm, 2010.

 
http://www.alienacaoparental.com.br/

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12318.htm

http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11055&revista_caderno=14

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ABUSO SEXUAL INFANTIL


ABUSO SEXUAL INFANTIL
AMEAÇA CONSTANTE


Só em 2009, DCAV registrou 40 casos de abusos sexuais (estrupo e atentado violento ao pudor) contra crianças e adolescentes. Pais devem ficar atentos, e especialistas dão algumas dicas.

PERFIL DO ABUSADOR:

O abusador não tem cara de mal, não é o bicho papão.
Geralmente tem algum vínculo com a criança ou a família dela.
Raramente é alguem que nunca viu a criança.
São pessoas que não despertam a desconfiança dos pais.


COMO PERCEBER QUE SEU FILHO ESTÁ SOFRENDO ABUSO SEXUAL:


Alterações bruscas de comportamento ou de humor.
Se é uma criança expansiva, fica retraída, calada.
Se já é quieta, tende ainda mais ao isolamento.
Observar se a criança começa a evitar alguem da família ou algum conhecido ( se a criança se isola ou se tranca no quarto com a chegada de alguem conhecido).



SINTOMAS FÍSICOS:


Uma criança, por exemplo que não fazia mais xixi na cama, voltar a fazer.
Uma criança que já tenha largado a chupeta, voltara pedir.


DICAS DE COMO OS PAIS DEVEM PROCEDER CASO HAJA DESCONFIANÇA:


Os pais devem sempre estar atentos. Ao desconfiar, não devem brigar com a criança, porque assim dificilmente ela contará o que está acontecendo. Criança não tem moral formada, e um ser em formação. Então não se devem brigar quando flagrar a criança acariciando as partes genitais. A sensação do toque é boa, a criança não sabe que isso é uma atitude moralmente reprovável. A abordagem tem que ser sutil para não assustar a criança. Se ela achar que vai sofrer alguma punição, ela não vai contar.
Procurar ajuda piscicológica.



ONDE PEDIR AJUDA:


* DCAV (delegacia da criança e do adolescente vítima)- endereço: Rua Benedito Hipólito, 163, Cidade Nova. Ao lado do sambódromo. Tel: (21) 2504-1200/ 1208/1224.


* Disque denúncia. Tel: (21) 2253-1177


*Disque 100. Disque denúncia nacional de Combate ao abuso e à exploração sexual contra Criança e Adolescente.


Participem, fiquem a vontade!!!